P.I.P.A. – Partido Interestelar Parrachiano (A)Narco-zenDiscordiano

PIPA-logo:::

Partido Interestelar Parrachiano (A)Narco-zenDiscordiano

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O partido da Hermeneutica Psicodélica

Companheiros, desde o fim da presença potente do Macaco Tião, a representatividade política brasileira desfalece. Não se iludam! A falência é internacional. As estratégias da contracultura ficaram água abaixo e o movimento esquerdista se aliou ao Caracinza, inimigo declarado no Princípia Discórdia, se aliando aos alicerces que visava destruir.

Com a finalidade expressa de fazer piada em forma de política e política em forma de piada, de atravessar o groucho-marxismo e situar-se junto ao anarquismo zen-discordiano, eis que tomou forma em 02 de outubro de 2005 o P.I.P.A.: Partido Internacional Parrachiano A(Narco)ZenDiscordiano.

O PIPA iniciou sua atuação política com as des-candidaturas de Timóteo Pinto, Fernando Rivelino, Geo Abreu, vereadora Pagu e Madame Lily. Com distintos mandados e planos de desgoverno, os excelentíssimos membros do PIPA, defenderam da infantocracia até a sexualidade radical da terceira idade. Contra um mundo regulado pela ordem, o delírio, a insubmissão pueril e insossa. O sexo e não a sexualidade. As multiplas realidades e não o haldol!

Ativistas do multiverso e adeptos da transliteração: Filiem-se ao P.I.P.A.! ::: O Partido da Hermenêutica Delirante

A filiação é gratuita e o amor universal.

A PIPA VAI VOAR!

“O P.I.P.A. não está na esquerda, nem na direita, nem no centro, e sim NO ALTO” – Timóteo Pinto, pós-pensador `patafísico
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Muito se têm discutido nos últimos tempos entre alguns de nossos colaboradores nos bastidores da comunidade do P.I.P.A. os seus diferentes afetos em suas eternas buscas por uma ideologia pura & imaculada livre de contradições. Éris suspira, entediada.
Diferentes discordianos de várias vertentes sempre, ou quase, defendem a multiplicidade de idéias, as exceções `patafísicas, as recombinações, a mistura e a não dogmatização de conceitos, o amplo agnosticismo, mas alguns sempre escorregam em seus fetiches ideológicos e meméticos em busca de conforto & segurança.
Mas a política complexa intergalática groucho-marxista do P.I.P.A. para o século 21 chega para transcender essas binariedades limitantes e caracinzas do século passado.
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“Eu me contradigo? Pois muito bem, eu me contradigo, sou amplo, vasto, contenho multidões.”Walt Whitman
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Na figura do condivíduo-ídolo-símbolo-`patafísico –delirante do P.I.P.A. Timóteo Pinto exemplificamos perfeitamente o que queremos demostrar, ou não. Ele é isso e aquilo, e nem isso, nem aquilo. Ele contém em si idéias de um determinado polo, mas também do outro em sua dança cósmica recombinatória interplanetária.
“Os óculos monocromáticos da linearidade vampirizam-nos a autocrítica” – Romulo Rodrigues de Carvalho
Pode-se imaginar as idéias e propostas do P.I.P.A. como um mashup de conceitos, em algum sentido. De parte da esquerda nós sampleamos a defesa das minorias, da diversidade e os devires e de parte da direita pirateamos a autodeterminação do indivíduo frente a um estado que tende à burocratização e ao autoritarismo. E acima de tudo, também abandonamos ambos os polos do espectro político.
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Para melhor des(orientação) da natureza de nossa proposta, no campo das influências no quadro partidário oficial & imaginário (“a imaginação é muito melhor” – Verde, Fada – 2006) o P.I.P.A. tem apreço pelas propostas do Partido Surrealista Brasileiro. Internacionalmente o P.I.P.A. tem influências do The Youth International Party e do Guns and Dope Party (Estados Unidos), do The Rhinoceros Party (Canadá), do Union of Conscientiously Work-Shy Elements (Dinamarca), do The Deadly Serious Party (Austrália), do The Hungarian Two-tailed Dog Party e do The Best Party (Islândia).
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Por menos cegueira ideológica e por uma visão de longo alcance multi-colorida de 523 graus, vista os óculos do P.I.P.A.!
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“Eu não acredito em nada. A maioria das pessoas, até mesmo as educadas, acham que todo mundo deve “acreditar” em uma coisa ou outra, que se alguém não é um teísta, é preciso ser um ateu dogmático, e se não achar que o capitalismo é perfeito, é preciso acreditar fervorosamente no socialismo, e se a pessoa não tem fé cega em X, deve-se em alternativa, ter fé cega em não-X, ou o inverso de X. A minha opinião é que a crença é a morte de inteligência.”
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“No manifesto e nos textos escritos posteriores, os surrealistas rejeitam a chamada ditadura da razão e valores burgueses como pátria, família, religião, trabalho e honra. Humor, sonho e a contra-lógica são recursos a serem utilizados para libertar o homem da existência utilitária.” – André Setaro

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E visite-nos nessas diferentes portas de entrada (uma para cada ponto de vista):

LinKaonia ->:::<- MultiCabala dos Muito Confusos ->:::<- Seja Timóteo Pinto você também ->:::<- S.H.I.M.O. Freakroned Funk – Bulldada, BunDada e Bonobismo Loucurista Shimoniano

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Groucho-Marxismo

“O groucho-marxismo, teoria da revolução pela comédia, é muito mais do que um esquema para a luta de classes: como uma luz vermelha na janela, ilumina o destino inevitável da humanidade, a sociedade déclassé. O groucho-marxismo é a teoria do deleite permanente”, explica logo nas primeiras linhas Bob Black, ativista, cientista social norte-americano e autor do mais novo título da Coleção Baderna: Groucho-Marxismo.

O cientista social de extrema esquerda questiona o comportamento dos militantes de esquerdas, “pseudo intelectuais” que, segundo ele, estão preocupados em se mostrar responsáveis para serem aceitos nos “grandes salões” da sociedade. Para Bob Black, os pervertidos sexuais não são mais os membros da TFP, mas sim a esquerda, a única que defende sinceramente a tradição, a família e a propriedade.

Autor de textos polêmicos publicados em veículos como o Wall Street Journal e a revista Village Voice, o escritor faz uma verdadeira ode ao que ele entitulou de teoria groucho-marxista. Não se trata de anarquismo ou de uma teoria comunista ou socialista. Aliás, o estudioso faz duras críticas a todos esses movimentos. “Os anarquistas não se entendem sobre trabalho, industrialismo, sindicalismo, urbanismo, ciência, liberdade sexual, religião e um sem-número de coisas mais importantes, especialmente quando tomadas em conjunto. Há mais pontos discordantes do que qualquer coisa que os una”, afirma Black em um dos capítulos do livro entitulado “Meu problema com o anarquismo”, dedicado ao pensamento anarquista.

Já sobre o marxismo, no capítulo destinado a tratar as “Palavras de Poder”, Bob Black é taxativo: trata-se do “estágio mais elevado do capitalismo”. Outras palavras de poder que merecem destaque:

Arte? Um substituto cada vez mais inadequado para o sexo.
Civilização? A doença de pele da biosfera.
Política? Como um brejo – tudo o que é sujo acaba subindo.
Serviço militar? Conheça o abatedouro.
Punks? Hippies com amnésia.
Punques? Punks que cursam escolas de arte.
O rock? Tem um grande futuro por trás.
Vegetarianos? Você é o que come.
Vida após morte? Por que esperar?

Com muito humor, a linha filosófica groucho-marxista prega que “se a revolução não servir para dançar e rir, não será nossa revolução”.

O Groucho Marxismo não se trata de simples anarquismo e nem mesmo de uma nova teoria comunista ou socialista. Aliás, o estudioso faz duras críticas a todos esses movimentos políticos.

Há dois poilares no “groucho-marxismo”:

O elogio ao ócio
O humor como método de desconstrução filosófica

Ele avalia todos os lados da moeda, inclusive o “não-trabalho”: “O lazer é o não-trabalho em nome do trabalho. O lazer é o tempo gasto se recuperando do trabalho e na frenética, porém vã, tentativa de esquecer o trabalho”. Bob Black vai mais além: “A principal diferença entre o trabalho e o lazer é que trabalhando pelo menos você é pago por sua alienação e exasperação”.

O Elogio Ao Ócio

A crítica principal é que tanto o socialismo como o capitalismo são viciados em trabalho e centrados em meios de produção e crescimento. A única diferença é quem está segurando o chicote. Por outro lado o historiador Heródoto identificou o desprezo pelo trabalho como um atributo dos gregos clássicos no auge de sua cultura. Assim o Groucho Marxismo desenvolve uma proposta interessantíssima: a criação da sociedade da vagabundagem. Embora pareça algo ingênuo inicialmente suas teses são bem fundamentadas.

Para começar a entender o quão preso estamos no paradigma do trabalho basta ver que mesmo nossos momentos de lazer são subordinados a ele. O lazer é atualmente o não-trabalho em nome do trabalho. É apenas o tempo gasto se recuperando do trabalho na frenética, porém vã, tentativa de esquecê-lo.

O video a seguir foi feito  tendo como base um dos textos de Bob Black, chamado “A Abolição do Trabalho” onde são apresentados alguns dos argumentos contundentes dos Groucho Marxistas contra uma dos grandes sonhos de todos os sistemas econômicos: a questão do pleno emprego.

O Humor como Método de Desconstrução Filosófica

Outra parte importante do Grouxho Marxismo é o senso de humor. Parafraseando Emma Goldman  “Se não posso rir e dançar, esta não é minha revolução”. É graças a esta leveza (ou levianidade?) que os groucho marxistas conseguem, inspirados no ácido gênio do humor que lhe inspirou, criticar a tudo e a todos, incluindo a si mesmo. Eles sabem que o próprio Groucho Marxismo mais enfia o dedo na ferida do que provê soluções em qualquer coisa que seja. No capitalismo o regime é oligarico, no socialismo o regime é a ditadura do proletariado, mas no groucho marxismo o regime só começa na segunda.

Este humor só pode ser completamente apreciado lendo uma das obras de Bob Black ou conversando diretamente com um groucho marxista, mas está também de certa forma presente em alguns slogans e citações comuns que merecem destaque, muitas delas tiradas do próprio Groucho Marx original e raramente creditadas:

Trabalhadores do mundo… relaxem!
Em astronomia “revolução” quer dizer uma volta inteira que acaba no mesmo lugar. Em política é mais ou menos a mesma coisa.
Há muitas coisas na vida mais importantes que o dinheiro. Mas são muito caras.
Só há um forma de saber se um homem é honesto… pergunte-o. Se ele disser ‘sim’, então você sabe que ele é corrupto.
A televisão é muito educativa. Toda as vezes que alguém liga o aparelho, vou para outra sala e leio um livro.
Inteligência Militar é uma contradição em termos.
A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los em todos os lados, diagnosticá-los incorrectamente e aplicar as piores soluções.
O matrimônio é a principal causa do divórcio.
Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio.
Por que eu deveria me importar com a posteridade? Ela nunca fez nada por mim.
Eu não posso dizer que não discordo de você.
Ainda assim, políticos são os mentirosos ideais. É para mentir (além de dar ordens) que nós lhes pagamos, ou melhor, que eles se pagam com nossos impostos.
Em quem você vai acreditar? Em mim ou nos seus olhos?
Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros.

“[Bob Black] supera qualquer ensaísta político vivo… o trocadilho mais rápido do Oeste”, define Hakim Bey, outro autor da Conrad – escreveu Caos – Terrorismo Poético e outros Crimes Exemplares e TAZ Zona Autônoma Temporária, também da Coleção Baderna

O autor

Bob Black tem uma formação acadêmica respeitável (graduações em ciências sociais e direito, dois títulos de mestrado), mas rejeitou desde o início os dois caminhos principais apresentados à intelectualidade “séria”: a segmentação cientificista liberal ou o cinismo da esquerda frígida. Em vez disso, tornou-se famoso pelos cartazes anarquistas/situacionistas/absurdistas que criou à frente da “Última Internacional”, entre 1977 e 1983

Além da ação panfletária, escreveu também centenas de ensaios, distribuídos indistintamente entre periódicos anarquistas, jornais da área de direito e órgãos da grande imprensa, como Wall Street Journal, Village Voice, Semiotext(e) e Re/Search. Publicou Friendly Fire, em 1992, Beneath the Underground, em 1994, e Anarchy after Leftism, em 1996. O texto The Abolition of Work and Other Essays que faz parte do livro Groucho-Marxismo – é o capítulo “A abolição do trabalho” – foi publicado originalmente em 1985. Também foi um dos pioneiros na divulgação do situacionismo nas Américas. Sua capacidade singular para criar jogos de palavras, aliada ao humor ácido e ao conhecimento teórico, faz dele um dos grandes nomes do anarquismo heterodoxo.

Fontes:
http://www.portal364.com/m5.asp?cod_noticia=9155&cod_pagina=1013
http://www.mortesubita.org/miscelania/textos-diversos/manifesto-groucho-marxista

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TESES SOBRE O GROUCHO-MARXISMO
Bob Black

 

1

Groucho-marxismo, a teoria da revolução cômica, é muito mais que um projeto para a luta de classes: como uma luz vermelha numa janela, ele ilumina o destino inevitável da humanidade, a sociedade desclassificada (1). G-Marxismo é a teoria da folia permanente. (Aí, garoto! Até que enfim, eis um ótimo dogma).

2

O exemplo dos próprios Irmãos Marx mostra a unidade da teoria e prática marxista (por exemplo, quando Groucho insulta alguém enquanto Harpo depena sua carteira ). Além disso, o marxismo é dialético (Chico não é o clássico comediante dialético?). Comediantes que fracassam em sintetizar teoria e prática (para não
mencionar aqueles que fracassam totalmente em pecar) são não-marxistas. Comediantes posteriores, fracassando em entender que a separação é “o discreto charme da burguesia”, decaíram para meras gafes, por um lado, e mera tagarelice, por outro.

3

Como o G-Marxismo é prático, seus feitos não podem nunca ser reduzidos ao mero humor, entretenimento ou “arte”. (Os estetas, afinal de contas, estão menos interessados na interpretação da arte do que na arte que interpreta.) Depois que um genuíno marxista assiste a um filme dos Irmãos Marx, ele diz para si mesmo:
“Se você achou isso engraçado, preste atenção à sua vida!”.

4

G-marxistas contemporâneos devem decididamente denunciar o “Marxismo” vulgar, de imitação, dos Três Patetas, Monty Python, e Pernalonga. Em vez do marxismo vulgar, devemos retornar à autêntica vulgaridade marxista. Retoficação (2) serve igualmente para aqueles camaradas desiludidos que pensam que “a linha
correta” é o que o tira faz quando manda eles pararem no acostamento.

5

Marxistas com consciência de classe (isto é, marxistas conscientes de que não possuem nenhuma classe) devem rejeitar a “comédia” anêmica, da moda, narcisista, de revisionistas cômicos como Woody Allen e Jules Feiffer. A revolução cômica já ultrapassou a mera neurose – ela é risonha mas não risível, discriminante mas
não discriminatória, militante mas não militar, e aventurosa mas não aventureira. Os marxistas percebem que hoje você deve olhar no espelho de uma casa assombrada de parque de diversões para se ver da forma que você realmente é.

6

Embora não totalmente desprovido de vislumbres de insight marxista, o (sur)realismo socialista deve ser distinguido do G-Marxismo. É verdade que Salvador Dali deu uma vez a Harpo uma harpa feita com arame farpado; no entanto, não há nenhuma evidência de que Harpo alguma vez a tenha tocado.

7

Acima de tudo, é essencial renunciar e execrar todo sectarismo cômico como o dos trotskos eqüinos. Como é bem sabido, Groucho repetidamente propunha o sexo mas se opunha às seitas. Para Groucho, havia uma diferença entre ser um trotsko e estar louco para “trotar” (3). Além disso, o slogan trotsko “Salários para o
Trabalho Eqüino” cheira a reforma, não a folia. Os esforços trotskos para reivindicar Um dia nas Corridas e Os Gênios da Pelota como de sua tendência devem ser indignadamente rejeitados; na verdade, A Mocidade é Assim Mesmo está mais na velocidade deles (4).

8

O assunto mais urgente que os G-Marxistas confrontam hoje é a questão do partido (5), que – ao invés do que pensam “marxistas” ingênuos, reducionistas – é mais que apenas “Por que não fui convidado?” Isso nunca foi impedimento para Groucho! Os marxistas precisam de seu próprio partido disciplinado de vanguarda, pois
eles são raramente bem-vindos aos de qualquer outro.

9

Guiadas pelos dogmas fundamentais do desbehaviorismo e do materialismo histérico, as massas inevitavelmente abraçarão, não apenas o G-Marxismo, mas também mutuamente uns aos outros.

10

O Groucho Marxismo, então, é o tour de farce da comédia. Como seguramente se diz que Harpo falou:
“Em outras palavras, a comédia será revoltosa ou não será!” Tanto por fazer, tantos para fazê-lo! Sobre seus Marx, está dada a largada! (6)

Notas:

1. No original, déclassé. (N. do Tradutor)

2. “Rectumfication”, neologismo bricalhão que Black inventou a partir de “retificação” e “reto” (rectum, canal do ânus). (N. do T.)

3. Trocadilho aqui intraduzível entre “Trots” (trotskistas) e “hot to trot” (excitado para trepar), sem esquecer a brincadeira com os eqüinos pois “to trot” significa trotar. (N. do T.)

4. Um dia nas Corridas (A Day in the Races) e Os Gênios da Pelota (Horse Feathers) são filmes dos Irmãos Marx, enquanto A Mocidade é Assim Mesmo (National Velvet) é um velho drama onde Liz Taylor atuou ainda garota. (N. do T.)

5. Mais um trocadilho neste texto pleno deles: “party” é tanto partido quanto festa em inglês. Para entender a piada melhor, leia o parágrafo com os dois significados, substituindo onde houver “partido” por “festa”. (N. do T.)

6. Outro trocadilho praticamente intraduzível, desta vez com a exclamação que dá início a competições de corrida : “On your marks, get set –go!” aqui trocada por “On your Marx, get set – go!”. (N. do T.)

Tradução de Ricardo Rosas

Fontes:
Página de Bob Black na Spunk: http://www.spunk.org/library/writers/black/
Rizoma: http://www.rizoma.net/interna.php?id=162&secao=intervencao

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Manifesto Comedianista

 

Um fantasma ronda a Representança – o fantasma do comedianismo.

Todas as impotências políticas se unem numa aliança Nonsense para conjurá-lo: toskistas e sacerdotes do neo-liberalismo, caciquistas e dançarinos de polca, leninistas e as viúvas do estado-de-bem-estar. Ao ouvir ‘os comedianistas estão chegando’ até mesmo os anômicos cerram seus punhos!

Que manifestação expontânea e divertida não foi acusada de ‘engraçadinha’ por seus adversários? Que oposição por sua vez não se sentiu ofendida com uma tortada, vinda da direita ou da esquerda, recheada de chantilly e engraçadismo?

Duas conclusões decorrem desses fatos:

1) O comedianismo já é reconhecido como um força debochademente perigosa por todas as correntes políticas da representaça.

2) Já é tempo dos comedianistas exporem, à face do mundo inteiro, seu modo de ver, suas piadas, suas ironias, seus sarcasmos, contrapondo o escracho de seu manifesto às patifarias ideotrágicas e cinzentices habituais.

PARTE 1 – REPRESENTANTES E DEBOCHADOS

A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das guerras de tortas. Homem livre entorta o escravo, o patrício tortilha o plebeu, o senhor torteia o servo, numa palavra, torteadores e torteados, representantes e representados, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada, uma guerra que termina sempre com mais de uma pessoa com a cara lambuzada, ou após o aumento súbito no preço do chantilly devido a demanda.

A representança moderna, que brotou das ruínas do poder divinamente instituído, sempre foi antagônica ao riso. Criando uns cem mecanismos para punir aqueles que se opuseram a sua total falta de humor, velhas condições de opressão, novas formas de conter a gargalhada.

Entretanto, a nossa época, a época da representança, caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos. A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos opostos, em duas grandes classes diametralmente opostas: exploradores-representantes e representados-explorados. Debocharemos de ambos 1) se os representantes não abrirem mão de sua representança e 2) se os representados continuarem bundisticamente estáticos diante da condição dos primeiros.

De todos os grupos que hoje se contrapõem a representança, só os comedianistas constituem um grupo verdadeiramente engraçado. Todos os demais desaparecem ante a sisudez e a chatice dos eleitoreiros; os engraçadinhos, ao contrário, são, em parte, frutos desta mesma chatice.

Todos os movimentos precedentes foram movimentos de minorias. O Movimento comedianista é o movimento autônomo da gargalhada em proveito da imensa maioria. Maioria que é relegada a um segundo plano, chamada de eleitora, pelega, alienada e que tem como única utilidade votar cabrestamente. É comumente proferido em alto e bom som, em microfones, televisores, rádios e palanques “Cidadão, exerça seus direitos. Vote!” e ninguém mais sequer fica corado diante de tal estapafúrdia.

A condição essencial da existência e da supremacia eleitoreira é a acumulação da legitimidade nas mãos de uns poucos que independente de sua orientação ideológica se tornam tediosas elites. Seus interesses geralmente se assemelham: A formação de quadros, o crescimento da influência do partido, marketismo visando ás próximas eleições. Sua legitimidade está fundamentada no eterno desempoderamento que exercem sobre os passivos eleitores.
O progresso do analfabetismo político se deve em grande medida à representância, esta tendo atingido seu cume, está nos nossos dias caindo vertiginosamente indo de encontro com os fortes indícios sustentados pelo movimento internacional comedianistas de que “pra baixo todo santo ajuda”.

Assim, o desenvolvimento de um grande escracho que chacoalhe o terreno em que a representança assentou seu regime de expropriação política não só é viável mas está em andamento. Os representantes são, sobre tudo, personagens excelentes para a produção quadrinhos debochados, trotes originais, boatos incriminadores e piadas desprestigiantes. Sua queda (no ridículo) e a vitória dos comedianistas são igualmente inevitáveis.

PARTE 2 – COMEDIANISTAS E APARTIDÁRIOS

Qual a posição dos comedianistas diante dos apartidários em geral? Os comedianistas não formam um grupo à parte, oposto aos outros grupos horizontais. Não têm interesses que os separem do apartidarismo em geral. Não proclamam muitos princípios particulares, segundo os quais pretenderiam brincar com massa de modelar. Os comedianistas só se distinguem dos outros grupos apartidários em dois pontos:

1) Entre as diversas formas de ação política os comedianistas elegem o deboche como elemento ontológico contra o estatus quo e em pró de um mundo mais criativo e divertido.

2) Nas diferentes frentes em que insurge a guerra entre representantes e representados, os comedianistas se dão ao direito de fazer graça e meter o bedelho, além de chineliar aqueles que entre nossos antagonistas se destaquem por sua imoralidade e ranhentice, em nome dos interesses do movimento em seu conjunto.

Praticamente, os comedianistas constituem, pois, a fração mais resoluta dos representados de cada instituição, a fração que escracha demais; teoricamente têm sobre a vantagem de não concorrer a cargo nenhum se este fato não provocar o riso das multidões. O objetivo imediato dos comedianistas é o mesmo que o de todos àqueles que estão de saco cheio da política convencional: constituição de frentes humoristas de combate, derrubada da supremacia dos representantes e a divertida diluição do poder político em formas criativas de auto-governança.

O comedianismo não retira a ninguém o poder de avacalhar, apenas introduz a idéia de se avacalhar em pró de um mundo diferente. Alega-se ainda que nossa falta de seriedade nos impossibilita de fazer político. Se isso fosse verdade, há muito os comediantes, palhaços e piadistas politizados teriam perdido seus empregos, seus públicos e sua graça. Toda a objeção se reduz a essa tautologia: Politico bom é politico desempregado.

Abolição dos partidos! Até os mais racionais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comedianistas. Sobre que fundamento repousa os partidos atuais, Todo partido gera corações partidos! Os partidários, na sua plenitude, só existem para as eleições, e no entanto, querem impor esta forma de organização sem-graça até os confins do horizonte político. O partido político desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento e uma e outra desaparecerão com o desaparecimento da representação. O maior defeito da representocracia é que somente o partido que não está no governo sabe governar. Acusai-nos de querer encitar a divulgação das piadas que vocês nos inspiram? Confessamos este crime.

A revolução comedianista é a ruptura mais radical com o fazer político tradicional; nada de estranho, portanto, que no curso de seu desenvolvimento, rompa, do modo mais radical, com as idéias tradicionais. Apesar de nos sentirmos ultrajados pela falta de humor dos partidários trotiskistas, pelo dogmatismo almofadinha neo-liberal e pelo vazio preenchido de lero-lero sustentado por outros partidos, não nos sentimos incomodados por estar ao vosso lado até que a revolução jocosa se consume, pois como já dizia um antigo provérbio chines: “As más companhias são como um mercado de peixes; acaba-se acostumando com o mau cheiro”.

O comedianismo utilizará sua supremacia rídicularizante para arrancar pouco a pouco todos risos que for capaz, desacreditando todos os instrumentos de representação hierárquica o mais rapidamente possível. Sabemos algo que os eleitoreiros sequer desconfiam: “A única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.”

Isto naturalmente só poderá realizar-se, em princípio, por uma violação despótica do direito de representatividade e das rabugentice político-burocratico-administrativa, isto é, pela aplicação de medidas que, do ponto de vista econômico, parecerão com ébrios e malabares, mas que no desenrolar do movimento ultrapassarão a si mesmas e serão indispensáveis para transformar radicalmente a ação política. Essas medidas, é claro, serão diferentes nas várias esferas de ação. Todavia, nas esferas mais fragilizadas, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas:

1. Demonstração da não-representatividade através do voto no Monteiro Lobato, nonononoonon ou em outros candidatos representativamente nulos em pró de uma crítica mesmo que passiva ao sitema político eleitoreiro;

2. lançamento progressivo de tortas, bigornas, frutas podres, frangos-de-borracha e pianos sobre os membros das esferas representantes;

3. Instituição do direito inalienável de promoção e participação da baderna, sendo esta preferencialmente uma baderna politizada, mas não excluindo outras possibilidades mais ‘artisticas’;

4. Elaboração de canções-escrachantes, panfletos exóticos, redes de e-mails, sites internéticos, mosquitinhos e faixas coloridas denegrindo saborosamente a imagem de candidatos e outras figuras públicas;

5. Popularização dos seguintes dizeres “Não importa de qual partido você seja, você não me representa” a serem utilizados com cara de deboche diante da menor possibilidade de representação hierárquica.

6. Lançamento de candidatos-fantasmas, tão falsos quanto os verdadeiros, possibilitando uma maior adesão ao riso desenfreado gerado pelo chamamento de eleições.

7. Distribuição obrigatória de narizes de palhaço, perucas, perfis no orkut, fantasias, máscaras e chapeus divertidos como inclemento da manifestações comedianistas pró ou contra seja lá o que for;

8. Criação de centros engraçadinhos intensivos para onde serão levados todos os eleitoreiros e candidatáveis, até se tornarem divertidos humoristas apartidários ou criaturinhas peludas que não podem comer depois da meia-noite;

9. Educação pública, gratuita, divertida e política para todas as crianças de mais de 30 centimetros bem como aos adultos com até 206 ossos;

l0. Abolição de todas as esferas de representação hierarquicas, e um tempo pós-revolucionário de festa a se perder de vista.

Uma vez desaparecidos os antagonismos de representança no curso do desenvolvimento e sendo concentrada toda a comédia propriamente falando nas mãos dos indivíduos associados, o caráter político perderá muito da sua graça. O poder da tiração de sarro está no seu emprego contra a opressão representante dos sem-graça.
Se o representado em sua luta contra a politiquice, se constitui forçosamente em grupo; se converte-se, por uma revolução, a revolução deve por sua vez se converter em festa, pois o tempo após a revolução será este um tempo de festa.

Em lugar das picuinhas eleitoreiras, com suas siglas e antagonismos bobinhos, surge uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição do livre desenvolvimento de todos. Mas se estivermos errados, nos permitiremos sublimemente o direito de debocharmos de nós mesmos!

 

Segundo Manifesto Comedianista

 

Conforme as diretrizes adotadas na reunião da última Internacional Comedianista, exigimos:

I – Socialização total dos meios de reprodução, abolição da família heteronormativa e a instauração de uma dita-Dura democrática.


Fisting: o carro-chefe da revolução que socializará todos os meios de reprodução.

II – A organização revolucionária da luta de crassos que culminará numa sociedade desclassificada.

II,V – A imposição da menos-valia como forma de reparar uma dívida histórica das classes trabalhadoras exploradoras com as classes dominadoras exploradas.

III – A liberalização desdiscriminação das drogas recreativas populares como a maconha, a televisão, a música popular, etc. Também é necessária a proibição imediata das drogas capitalistas – instrumento da alienação burguesa – como a polícia e a religião católica. Esta última deve ser substituída pela Teologia da Libertinagem.


Sessão de exorcismo na Teologia da Libertinagem.

IV – Linchamento democrático reeducativo & recreativo para todos os banqueiros, ativistas, empresários, anarquistas, religiosos, caoístas, jornalistas, magistas, psicanalistas, discordianos, absurdistas e groucho-marxistas.

V – Uma sociedade igualitária onde todos tenham acesso à mesma quantidade de comida, vestimenta, habitação, água potável, ar puro, beleza, sorte, altura, idade, etc.

Uma das contradições inerentes do capetalismo é a desigualdade entre os homens

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MANIFESTO ANARCOFÁGICO

 

O mundo é grave, absurdo & inexorável, & carece de Arte & Humor – vitaminas essenciais para suportarmos o tédio existencial.

A dimensão intelectual é um arcabouço de imbecilismo, forrada com uma ciência selvática & caduca, atravessada por sistemas filosóficos medíocres & sustentada pelo autoritarismo de autores sacrossantos – Freud, Marx, Kant & outros endeusados pelo fetichismo acadêmico. Faço deste manifesto um convite aos Artistas & Intelectuais a subverter & transgredir este cenário estupidificante.

Este é um manifesto, sobretudo, pela Arte & pelo Humor.

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Se religiões organizadas são o ópio do povo, então religiões desorganizadas são a maconha da turba lunática.
Principia Discordia – Kerry Thornley

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Os Anarcofágicos – anarco (relativo a anarquia) & fagia (do grego, phagein: come) – são devoradores de teorias, lógicas, paradigmas & cosmovisões que não adoptam ideologias, valendo-se de teorias provisorias para fragilizar as demais.

Para além da refutação higienizadora & massiva, os Anarcofágicos entendem que para activar a imaginação, o delírio & o prazer das massas eles devem perfurar a dimensão mais quotidiana da vida humana promovendo:

a) arte transgressora, como prazerosa alucinação colectiva, & não reduzida a produto, espectáculo, poder de impacto ou militância ideológica;

b) humor como último argumento contra o tédio existencial, aproveitando a capacidade dele pautar símbolos, reforçar estigmas, criticar comportamentos, derrubar estereótipos & satirizar arquétipos – Zero Mostel disse que “o grau de liberdade que há em qualquer sociedade é directamente proporcional ao riso que nela existe”.

Theodor Adorno estabeleceu o excêntrico como critério da arte: “a arte é a antítese social da sociedade, & não deve imediatamente deduzir-se desta” & Vladimir Maiakovski atribuiu um carácter construtor à arte: “a arte não é um espelho para reflectir o mundo, mas um martelo para forjá-lo”. Adorno errou considerando a arte apenas em sua dimensão social & Maiakovski esqueceu do poder de desconstruir da arte, como ilustrou endogenamente Roberto Piva: “arcanjos de enxofre bombardeiam o horizonte através dos meus sonhos”. Esta é a aposta da Arte Anarcofágica.

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O INTELECTUAL ANARCOFÁGICO

Eu me contradigo? Pois muito bem, eu me contradigo, sou amplo, vasto, contenho multidões.
Walt Whitman

O Intelectual Anarcofágico é multidisciplinar & apela mais para a aparência das argumentações do que as suas consistências lógicas – acreditando que mais vale a beleza das ideias do que a coerência com a realidade absolutizada pela razão, como manifestou Charles Bukowski: “não confio muito nas estatísticas, porque um homem com a cabeça dentro de um forno acesso & os pés no freezer, estatisticamente possui uma temperatura média”.

As armas de combate dos Anarcofágicos é a Arte Anarcofagica, a Ciência Experimental, a `Patafísica, o Ensaísmo Lírico & o Humor Contundente.

Os Anarcofágicos não representam um grupo de esquerda & acreditam que “se a revolução não servir para dançar e rir, não será nossa revolução”, como escreveu Bob Black, um Groucho-Marxista Anarcofágico.

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ARQUI-INIMIGOS E ALIANÇAS

1ª Lei Absoluta: PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.
2ª Lei Não Absoluta: Não encher as caras aos domingos.
Quem quer fazer sentido?
A realidade é relativa;
A Fantasia é bem melhor;
Arte, Poesia e Loucura.
3ª Lei Absoluta: Usar LSD.
4ª Lei Absoluta:

Enlouquecer a Política.

5ª Lei Absoluta: Nenhum tipo de censura. Mandar as preposições e a gramática pro inferno!
6ª Lei Absoluta: O que fazer em casos de incêndio? Deixe queimar!
7ª Lei Absoluta: Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo
8ª Lei Absoluta: DELIRAR.
9ª Lei Absoluta: Assassinar a monotonia causada pela razão.
Leis Absolutas do Delírio Coletivo – Por Fada Verde

Arqui-inimigos & alianças são deliberações dos Anarcofágicos. Aos arqui-inimigos oferecemos extermínio argumentativo & às alianças oferecemos ajuda apologética de suas bandeiras & causas.

Os Intelectuais Gramscianos são arqui-inimigos dos Anarcofágicos – defendem certos princípios & acreditam dogmaticamente em somente uma forma de mudança social, geralmente doutrinados acriticamente pelos que se dizem críticos.

O Niilista também é um dos arqui-inimigos dos Anarcofágicos – por jogarem cobardemente com a sua existência.

As alianças são com os Antiproibicionistas – entendendo os direitos humanos & os anseios libertários da percepção -, & com os Discordianos – responsáveis por operações como a Libertação dos Anões de Jardins & a Operação:Mindfuck (criação de uma zona onde a normalidade e o comum sejam suspensos e trocados pelo anormal e incomum).

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MILITÂNCIA & REIVINDICAÇÕES

“Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio-pau a bandeira da imaginação.
Manifesto Surrealista – André Breton

As bandeiras & reivindicações são renovadas pelos Anarcofágicos com frequência & cada Anarcofágico tem a liberdade de escolher se vai militar por elas & quais vai adoptar, assim como propor a inclusão de novas.

Os Anarcofágicos defendem a cultura popular, o folclore, o jardinismo da área urbana, a transformação de praças publicas em centros de cultura & arte, as terapias naturais & artísticas, os direitos humanos, o antiproibicionismo, a flexibilidade da língua, o zombar filosófico – “zombar da filosofia é realmente filosofar”, como escreveu Blaise Pascal (1623-1662) -, o culto da percepção & da sensibilidade, a ventilação da arte & a democratização da dimensão artística da vida quotidiana.

Os Anarcofágicos reivindicam: uma edição higienizada & conservada do Kama Sutra para as próximas gerações, cotas para desenhos infantis que reproduzem músicas clássicas, o fim da avaliação valorativa (de 0 a 10) propondo a promoção das avaliações adjetivas, a proibição moral de dar nós nas sacolas – responsável por significativa carga de stresse da humanidade -, & a liberdade do compositor brasileiro – “aí chegou o gringo com o sequencer para prender o músico brasileiro na camisa-de-força do metonímico 4/4 rock-pop-box.” como escreveu Tom Zé.

in: anarcofagia

“No manifesto e nos textos escritos posteriores, os surrealistas rejeitam a chamada ditadura da razão e valores burgueses como pátria, família, religião, trabalho e honra. Humor, sonho e a contra-lógica são recursos a serem utilizados para libertar o homem da existência utilitária.” – André Setaro

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Delírio Coletivo

por Fada Verde

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E fez-se a luz!

Ou não.

Período Nonsense

Ao longo da história, a maioria dos movimentos literários e artísticos contradiziam o movimento anterior. O Renascimento foi contra tudo o que a Era Medieval disse, o Realismo negava os fundamentos do Romantismo e assim por diante.

Já o movimento Nonsense resolveu que não gostaria de contradizer o movimento anterior, no caso, o Modernismo e a Pop Art, o Nonsense quis negar absolutamente tudo e/ou não negar absolutamente nada.

Sob a máxima “Pra que fazer sentido!?”, esse movimento cria uma contradição de tudo e dele mesmo, com raízes em todos os estilos literários e tendo por característica a abolição da linguagem figurada, nada mais era figurativo, tudo era real, e o que era real não existia, ou existia, ou o que quer que o leitor prefira.

O que aconteceu foi que no fim do século XX e começo do século XXI, com o fim da Guerra Fria, a ascensão dos EUA como maior força política e econômica do mundo, detendo um poder quase imperialista e com a estagnação de todo e qualquer movimento revolucionário, o mundo conheceu um período de conformismo em que qualquer coisa era uma revolução. Andar fantasiado, por exemplo, ou simplesmente usar um nariz de palhaço pela rua, já causava um grande choque por quebrar a monotonia cotidiana. O movimento DC, autor da obra Sofia, foi um dos primeiro a notar isso e adotar a idéia do Nonsense.

Da idéia para a prática foi um pulo. Embora no começo, apenas algumas pessoas tivessem adotado essa “revolução”, assim como em qualquer outra já ocorrida, o clima e as idéias sem sentido foram tomando proporções mundiais e o mundo conheceu uma época maravilhosa, onde a espontaneidade e a imaginação tomaram conta de todos e tudo passou a ser fantástico e irreal. Chegou até a haver um certa desaceleração nas pesquisas cientificas, afinal não importava mais provar que pode-se dividir uma célula infinitamente.

Antes desse movimento, as pessoas buscavam uma explicação científica para tudo, mas depois ninguém mais queria a explicação lógica e inteligente. Todos perceberam que a fantasia era bem melhor, que cada um poderia formular sua própria teoria para qualquer coisa, todas as lendas sobre os “porquês” voltaram à tona e todos os povos buscavam as raízes de suas culturas para saber algo, quando não encontravam, criavam uma nova cultura.

Em meados da década de 10 do século XXI, o mundo já não fazia sentido algum. Viam-se pessoas fantasiadas, nas ruas, nos supermercados e até nos escritórios você encontrava pessoas vestidas de Pantera Cor-de-Rosa ou Smurffle.

As casas tinham pinturas psicodélicas e, às vezes, achavam-se florzinhas desenhadas no meio da rua.Com a população nesse incrível estado de espírito, era natural que as artes também seguissem esse caminho.

Leis “Absolutas” (entre aspas por que já houve quem achasse que estamos falando mesmo de Leis Absolutas) do Delírio Coletivo

1ª Lei Absoluta

PATAFÍSICA- Tudo é decidido pela imaginação e não pela razão.

2ª Lei Não Absoluta

Não encher as caras aos domingos.

Quem quer fazer sentido?

A realidade é relativa;

A Fantasia é bem melhor;

Arte, Poesia e Loucura.

3ª Lei Absoluta

Usar LSD.

4ª Lei Absoluta

Enlouquecer a Política.

5ª Lei Absoluta

Nenhum tipo de censura.

Mandar as preposições e a gramática pro inferno!

6ª Lei Absoluta

O que fazer em casos de incêndio?

Deixe queimar!

7ª Lei Absoluta

Jogar uma garrafa de conhaque no Delírio Coletivo

8ª Lei Absoluta

DELIRAR

.9ª Lei Absoluta

Assassinar a monotonia causada pela razão.

 

Loucura Lúcida

Não conseguir fugir da realidade significa um excesso de lucidez ou extrema loucura? A resposta confirmaria minha tese poética-lunática, de que não só o excesso de lucidez leva a loucura como o excesso de loucura leva a lucidez.

Se minha realidade é na verdade uma ilusão, quando tento fugir dela, tento alcançar a realidade? Ou migro de ilusões em ilusões? Se as realidades são múltiplas a tentativa de alcançar a realidade única em que todos se enquadram seria uma farsa. Talvez todos vivam em suas respectivas ilusões, que criamos e recriamos. Se pertence a cada sujeito que a resolva viver, a realidade sim que é uma ilusão, a ilusão da ilusão. A ilusão é uma realidade. A realidade está fora ou dentro? do exterior ou do interior? O que faz pensar quantas realidades seriam possíveis. Infinitas. Nos casos que unem mais indivíduos, podemos denominar precisamente como o fenômeno do Delírio Coletivo.

Se produzimos a realidade ilusória, o que é loucura? Como são diversas as loucuras, digo, ilusões, realidades. A metafísica disso tudo é expressa pela loucura de Deus, o tal dançarino do qual falava Nietzsche, que nos criou a sua imagem e semelhança, como deuses de nossas próprias loucuras. Fato é que nelas podemos fazer o que quisermos dentro dos limites da loucura de Deus.

Dizem por ai, que o sóbrio é aquele que sabe distinguir a realidade da fantasia, mas o que dizer se somos máquinas de produzir fantasias? Certamente jamais será possível olhar um homem despido de seu imaginário. Ilusões sobrepostas numa translucidez aguda. Perceber que está iludido não significa que nos livramos da ilusão se ela é real. As ilusões/realidades se desdobram uma fora da outra. Se trancafiamos alguns de nós dentro das salas estofadas, é porque os condenamos pelo abuso da criatividade.

O excesso de lucidez, faz perceber a ilusão real, que se exacerbada leva a loucura originária. A loucura alucinatória se levada a extremos nos leva a realidade ilusória, que é a realidade possível.

 

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aani.jpg

 

Aaní ::: Caos Mimetizado :::

por Zoenous (zoenousarrobayahoo.com.br)

 

O quê?

Aaní é uma palavra de origem Tupi, que significa “Não, Nada”. É equivalente à palavra grega Xáos (Caos), de mesmo significado. O conceito de Caos foi corrompido pelo tempo e pela ignorância, pelo moralismo e pela resposta que a “Realidade Consensual” deu a movimentos como o Anarquismo de Bakunin, transformando este conceito em sinônimo de “desordem”. Hoje, sabe-se através da Ciência Quântica que o Caos não é desordem, baderna ou arruaça, mas refere-se à impreditabilidade do espaço vazio primordial. Caos, Aaní, não pode ser definido, pois fazê-lo seria negá-lo. Entretanto, o mais próximo que podemos chegar de sua equivalência abstrata é considerá-lo como sendo a vastidão interminável de possibilidades que permeia o Cosmos. Nós estamos, inegavelmente, dentro desta “qualquer coisa em potencial” e ela está dentro de nós.

O objetivo desse Movimento, Projeto, Aglomeração, Reduto, Façanha, Acepção Ruim, ou qualquer outra palavra que possa definir essa coisa que achamos por bem nomear Aaní é justamente explorar, difundir, criar, destruir e re-criar estes conceitos e aplicá-los nas áreas das Artes Plásticas, Literatura, Música, Jornalismo, Tecnologia da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Mitologia, Expressão Religiosa e outros campos que possam surgir no meio do caminho.

Para quê?

Para quê Alexandre, O Grande, saiu globalizando a Macedônia, o Oriente Médio e o Mundo de sua época? Para quê as Feministas se organizaram no final do século passado visando direitos iguais aos dos homens? Para quê Aleister Crowley revolucionou a cena ocultista da Inglaterra e do resto do Ocidente no início do século XX? Para quê derrubaram a Ditadura? Para quê tiraram o Collor? Para quê puseram o Lula? Para quê vão tirar o Lula? Para quê foram criados o Rock n’ Roll, o movimento Punk e o Hip Hop? Para quê o Dadaísmo, os Beats, a Generation Jones, os Kings Mob, os Góticos, neo-Góticos, Clubbers, Cybers, Caoístas, Discordianistas, Grungers, Head-bangers, Backpackers (hitchhickers, mochileiros), Body Modificators (tatuagem, piercing, cirurgia cosmética, implantes), Freegans, Vegans, Greens, Wiccanos, Seiðmaðr e Völva (Asatrüar, Seiðr, neo-Paganismo Nórdico), New Agers, Geeks, Freaks, Ravers, Graffiti, Pachucos, Nerds, Otherkins (Vampiros, Lobisomens e antropomorfos), Thelemitas, Ateístas e todas as outras subculturas? Pra quê? Responda a estas perguntas e esta será a resposta de “Para quê um movimento como o Aaní?”

Por que?

Porque o ser humano muda. E se esta mudança demora a sair naturalmente, ela pode ser provocada. Muitas pessoas reclamam da violência, do descaso com o meio ambiente, da falta de liberdade, da libertinagem alheia, da corrupção do governo, da apatia da arte contemporânea, da falta de oportunidade, da elitização econômica do conhecimento e da informação, e não conseguem nem podem fazer nada sozinhos. Porque a Política, a Moral, a Ética, a escala de Liberdade, a Justiça, a Crença, a Aceitação ou Rejeição de idéias e ideais de um povo, são todas determinadas pela sua Cultura Dominante. É impossível, ou pelo menos muito difícil, conseguir que estes resultados (Política, Crença, etc.) de processos culturais sintetizados sejam alterados, sem antes alterar base estrutural destes processos, ou seja: A Cultura.

É ela que determina e regula o comportamento, o vestuário, a expressão artística, a religião, as leis, a forma de governo, a produção e transmissão (ou bloqueio) da informação, o que pode e o que não pode. À medida que estas Culturas Dominantes, com o tempo, passam a aceitar melhor as cenas de nudez no cinema; a linguagem explícita em público; permitir que mulheres votem, dirijam e trabalhem; que os homossexuais troquem carícias em público; que uma menina de quinze anos espalhe que é bruxa sem ser queimada; que pessoas se tatuem, coloquem piercings e silicone na testa; que homens se maquiem; que top models engravidem de jogadores de futebol, ou de um rock star, para fatiar sua fortuna e serem convidadas a apresentar programas de TV; E outros tabús vão sendo quebrados, os movimentos de contracultura, originados por subculturas, vão sendo absorvidos por essas Culturas Dominantes, permitindo que novas subculturas surjam para substituir suas precursoras. Até que, um dia, estas subculturas (agora parte da Cultura Dominante) se tornem obsoletas e sejam alteradas pelo mesmo processo que recomeça. O Aaní existe porque sabe que, e quer que, cedo ou tarde, estas subculturas se hibridizem e se permitam trocar informações, expandir sua atuação e aceitação, para que novas subculturas apareçam.

Como?

Através dos memes. Meme é um termo, cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller “O Gene Egoísta”, que é para a memória o análogo do gene na genética: a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica (é transmitida) de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada, e outros locais de armazenamento ou cérebros. O meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode, de alguma forma, auto-propagar-se. Podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, gírias, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autônoma. O que determina a sua auto-propagação é a facilidade com que é absorvido e propagado, bem como sua habilidade de transmutar.

Exemplos claros de memes são Celulares, Mp3 Players, I-Pods, I-Phones, Tamagoshis (Lembra? Rs), Grampeadores, Slogans Publicitários, Refrões de música ruim (que não saem da cabeça), ou Jingles de Comercial (Dolly, Dolly Guaraná, Dolly), Mulher com pouca roupa em comercial de cerveja, “56, meu nome é Enéas” e “Lula-lá”, “Deus é Grande” e “Jesus é Fiel”, “Vuco-vuco”, “Merry Meet, Merry Part and Merry Meet Again”, “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”, “Nada é Verdadeiro, Tudo é Permitido”, Piadas, Provérbios e Aforismos, Metáforas, Fórmulas para decorar a tabela periódica e equações físicas em Cursinhos Pré-vestibulares, marcas e estilos de roupas, Paródias, Trocadilhos, Frases de duplo sentido, Colocar A Primeira Letra de Cada Palavra em Maiúscula para Denotar Importância, TRAVAR O CAPS LOCK PARA GRITAR COM LETRAS, spam, lixo eletrônico, forward de Power Point, Livros, imã de geladeira, canções de ninar, et cetera. Fenômenos como o Orkut, My space, Yahoo Grupos, Skype, Wikis, Subculturas, Religiões, Teorias Políticas, Lan Houses e Danceterias são chamados memeplexos (conjuntos, complexos de memes). O conceito do Memeplexo é semelhante ao do Paradigma, forjado por Thomas Kuhn e colocado em prática por Peter Carroll. A singular diferença entre Paradigma e Memeplexo é que, enquanto o primeiro pode ser criado por um indivíduo sem nunca ser transmitido, o segundo carece da transmissão.

O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética. Esses modelos evolutivos sofrem variações, em que uma idéia ou meme muda conforme é transferido de uma pessoa para outra. Poucos memes mostram uma forte Inércia Memética (que seria a característica do meme de ser expressado do mesmo jeito, e de ter o mesmo impacto, independentemente de quem esteja recebendo ou transmitindo a idéia, e permanecer na memória de seu propagador). A variação memética cresce quando o meme é transmitido de uma maneira descuidada com a expressão da idéia, enquanto a inércia memética é fortalecida quando a forma de expressão rima ou usa outros dispositivos mnemônicos para preservar a memória do meme antes de sua transmissão.

Uma mnemônica é um auxiliar de memória. São, tipicamente, verbais, e utilizados para memorizar listas ou fórmulas, e baseiam-se em formas simples de memorizar maiores construções, baseados no princípio de que a mente humana tem mais facilidade de memorizar dados quando estes são associados a informação pessoal, espacial ou de caráter relativamente importante, do que dados organizados de forma não sugestiva (para o indivíduo) ou sem significado aparente. Porém, estas seqüências têm que fazer algum sentido, ou serão igualmente difíceis de memorizar (por exemplo, usar os ossos dos punhos cerrados para lembrar qual mês contém 30 ou 31 dias – ossos são 31, vãos entre eles são 30). Produzir e controlar a forma de um meme, sua propagação e interação com outros memes e memeplexos é produzir níveis de alteração da realidade e, com certas limitações, controlá-la.

Quem?

Estão convidados a participar e se auto-intitular Aanidi (tupi com plural em latim, para evitar o trocadilho com Aanitas e “Presença de Anita” – se bem que, informando o motivo, já fodeu tudo), Aanidum no singular, todos aqueles que integram subculturas, ou nenhuma delas, mas rejeitam a Cultura Dominante.

São eles: Caoístas (chaotes, caos magistas, rabanetes, zees etc.); Cybers; Artistas incompreendidos; Atores alternativos; Jornalistas sem hobby; Bandas não comerciais; DJs; GLS; Afrocentristas; Feministas; Dadaístas; Beatniks; neo-Góticos; neo-Hippies; Neuromantes; Psiconautas; Discordianistas; Body Modificators (tatuados e tatuadores, piercers e piercingados, cirurgia cosmética, implantes); Vegans; Wiccanos; neo-Pagãos em geral; New Agers; Geeks; Freaks; Ravers; Graffiteiros; Nerds; Otherkins (Demônios, Vampiros, Lobisomens e antropomorfos); Thelemitas; Zos Kia Cultistas; Ateístas; Agnósticos; Henoteístas; Suiteístas; Magos independentes; Spammers; Cegos, Surdos e Mudos; Publicitários Falidos (exceto Marcos Valério e Duda Mendonça); Macumbeiros; Ciganos; Índios; Brancos; Não-tão-brancos; Negros; Pardos; MSC (Movimento sem Cor); Roxos sem quota em faculdade; Tantristas; Cabal… não, cabalistas não; Proletariados; Místicos não-ortodoxos; Hindús; Pragmatas; Straight Edges; neo-Punks; BDSM (Bondage/Disciplina, Dominação/Submissão, Sado/Masoquismo) Green pacifistas; Nudistas; Urbanóides; Portadores de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); Bichos-estranhos; et cetera, et cetera, et cetera. Se você não está supracitado, mas se considera minoria, significa que você é mais minoria ainda, e que isso é muito bom.

Toda crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são igualmente idiotas. Se você não enxerga isso, significa que é preconceituoso. Ou Cabalista. Deixa pra lá esse negócio de Cabalista. A questão é que as diferenças podem (e deveriam) ser respeitadas, toleradas e, inclusive, louvadas. Além disso, se você se deixa ofender por uma crítica à sua crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças, significa que essa crítica de tamanho ridículo é maior que você. Identificação é necessária, sim, mas um baixíssimo nível de identificação é o suficiente para criar uma convivência caótico-pacífica-interessante. Nenhuma crença, cultura, preferência política, preferência sexual, estilo de vida, e diferenças de traços que chamam de raças são melhores do que outras. Quando isso for percebido por 1/3 da população mundial, teremos 1/3 dos Deuses na Terra.

Ø

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Organização das Mutações Unidas – Organizando para DesOrganizar a sua cabeça

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Fórum

“Em um nível pessoal, Freaking Out é um processo pelo qual um indivíduo se livra de padrões obsoletos e restritivos de pensamento, moda e etiqueta social de modo a expressar criativamente seu relacionamento com o ambiente próximo e a estrutura social como um todo. (…) Em um nível coletivo, quando qualquer número de ‘Freaks’ se reunir e se expressar criativamente por intermédio de música ou dança, (…) chama-se a isso de freak out. Os participantes, já emancipados de nossa escravidão social nacional, vestidos com seu traje mais inspirado, realizam, como grupo, qualquer potencial que tenham para livre expressão. Nós gostariamos de encorajar qualquer um que ouça essa musica a se juntar a nós (…) Tornar-se membro das Mutações Unidas (…) Freak Out!”

Frank Zappa, 1966.

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Compilação de Cultura Freak:

Literatura Freak

Música Freak

Cinema Freak

TV Freak

Religião Freak

Política Freak

Filosofia Freak

Web Freak

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DISCORDIANOS… OS FALSOS ILLUMINATIS

por Dark Night

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“Nem todo parágrafo foi justificado. Uns ficaram mais à esquerda, outros mais á direita, mas as citações ficaram CENTRALIZADAS…- Boa Leitura :)”

Desde a idade da pedra quando os primeiros humanos começaram a sofisticar suas ferramentas e usá-la para proteger o local de possíveis ameaças (animais selvagens) o mundo vem sofrendo uma batalha que iniciou milênios antes.

Há uma disputa muito forte entre dois estereótipos ideológicos cheio de arrogância que dura até os dias de hoje. De um lado, os Unicórnios e do outro, os Pôneis.

Se reparamos bem aos dois lados, da mesma moeda, os pôneis não diferenciam muito dos Unicórnios, e isso por que são de uma linhagem muito próxima. Surgiu o conflito quando o Unicórnio por apresentar um chifre sobre a testa, ganhou um presente antes do Pônei, que por ciúmes e inveja do Unicórnio traçou uma batalha sanguinária que perduraria por séculos.

Era 30 de abril de 1776 quando um grupo se reuniu pela primeira ver para beber café em um dos bares da cidade alemã. Nessa reunião surgiria a semente do renascimento dos Illuminati, chamado hoje em dia de illuminatis Bávaros.

“NÃO CONTE A NINGUÉM!ACIDENTES TÊM UM ESTRANHO JEITO DE ACONTECER COM PESSOAS
QUE FALAM DEMAIS SOBRE OS BÁVAROS ILLUMINATI!
CUIDADO com as IMITAÇÕES! Este é ORIGINAL e GENUÍNO!”

Os Illuminati existiram desde muito tempo nas remotas histórias esquecidas da sociedade humana, aproximadamente 18000 anos, estabelecendo por completo em Atlantis (Principia Discordia, pag 00072)

“Ilumine a OPOSIÇÃO!”.

-Adam Weishaupt

Grande Primus Illuminati

Os illuminati vem dominando boa parte da governabilidade mundial com apoio Anunnaki que se estabeleceram em terras Urantianas na época dos Sumérios, aproximadamente há 5000 anos.

Discordianos por natureza é Illuminati, estando em contato mútuo com os segredos de diversas Ordens Fraternais (como a OTO, Maçonaria, A.:.A, ONU, etc). Abaixo há um pequeno vídeo de um dos mais  “polêmico” illuminati do atual cenário político brasileiro, para causar repulsa aos irmãos da Discordia (Éris me permitiu com brilho nos olhos *.*)…

Discordianos são Illuminatis. Sempre estiveram dentro das maiores Ordens Fraternais (O.T.O, A.:.A, ONU, Maçonaria, etc) do globo comandando o caminho do Globo Terrestre.Sua influência política é nítida e estão na base da elite intergaláctica (pois possuem certificado de competência carimbado por Michael de Nébadon).

Alguns apoios à momentos nefastos da Terra se fez, como a era da Peste Negra (isso foi um ato terrorista para derrubar a monarquia que estava para romper o vínculo com os Illuminatis), o comunismo Soviético e a criação de uma oposição muito forte a direita com a o surgimento do Partido Nacional Socialista (neste período houve um equívodo da assembléia illuminati, registra-se a maior “mancada” já conhecida pelos Illuminati estagiário que errou os nomes dos candidatos ao partido).

Quam matou mais? Alexandre o Grande, Napoleão, Hitler, Lenin, Stalin, Mussolini (criador do estado fascista com direito a elogios de Lenin), Castro e sua ditadura Cubana, Ernesto Guevara, Ustra ou Jair Bolsonaro (o Illuminati “fascista” de direita opressor caracinza toturador homofóbico)? A questão é tortura ou lado ideológico? Os PÔNEIS FORAM QUEM MAIS MATOU E TORTUROU HUMANOS COM SUAS PERSUAÇÕES MALDITAS! PÔNEIS MALDITOS QUE ENGANAM O HOMO SAPIENS E AS MULHERES SAPIENS!

Recentemente uma tempestade em uma gota d’água virou uma tsunami e invadiu a esfera discordiana enraizando uma guerra ideológica desnecessária. Mais uma vez vou citar o Princípia Discordia (a constituição fnordiana discordiana):

“A raça humana irá começar a resolver seus problemas no
dia que cessar de se encarar tão seriamente.” (Principia, pag 00074)

Andei observando a exaltação ideológica por parte de discordianos conforme o cenário político brasileiro ia se aflorando. Embora alguns assumem que usam e usufruem do movimento discordiano para impor uma visão e ideal político abertamente, aparentemente uma imposição contrária a tais ações parecem-me, como diria o meu Guarda-Chuva, meio molhada.

Como assim? A expressão individualista sempre se manteve numa sociedade “democrática” e o Discordianismo (com D maiúsculo) sempre foi e não foi um movimento filosófico Areligioso (existe essa palavra produção?).

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ESTA FIGURA FOI ALINHADA À ESQUERDA

O PIPA, como foi citado por um membro, ensolarado que se estende a semanas, meses e anos até o calendário se exaurir, sendo “direitista”, da qual o partido não possui visão nem de Direita e nem de Esquerda, mas sim para o Alto, zoando com a política Global, foi oriundo de uma expressão individualista de outro membro do grupo.

O membro de esquerda tem o direito de exibir suas opiniões assim como o membro de direita, para que ao se encontrarem possam voar felizes para sempre em Neverland.

Um dos membros que apoia uma figura que apoia um apoio à tortura deveria ser expulso do discordianismo por alguém que apoia uma figura que apoia o apoio a tortura? A questão  que fica é de ser expulso de uma das religiões mais falsas e inexistente.

“Nós somos

Uma tribo

De filósofos, teólogos,

Mágicos, cientistas,

Artistas, palhaços

E maníacos similares

Intrigados

Com

ÉRIS

DEUSA DA CONFUSÂO

E com

Suas

Coisas” (Principia Discordia, pag 0001)  ====&gt;&gt;&gt; Não há políticos nesta lista… Talvez estejam na classe dos Palhaços.

Mesmo que expulsarem, a cabala individual permanece. Há muitos discordianos que exercem o discorianismo “forever alone”.

O Discordianismo não foi criado para ser levado a sério…

QUEM FOI O CARACINZA?

CARACINZA

No ano de 1166 a.C., um cérebro-torto infeliz de

nome Caracinza, enfiou na cabeça a idéia de que o

universo era tão sem humor quanto ele, e ele

começou a ensinar que diversão era pecaminosa

porque ela contradizia os caminhos da Ordem

Séria. “Olhem para toda a ordem em volta de

vocês”, ele disse. E a partir disso, ele enganou

os homens honestos e os fez crerem que a

realidade era um negócio duro e direto e não o

romance feliz como os homens a conheciam.

Hoje em dia não se entende porque os homens eram

tão crédulos naquele tempo, porque absolutamente

ninguém pensou em observar toda a desordem em

torno e concluir justamente o inverso. Mas de

qualquer forma, Caracinza e seus seguidores

levavam o jogo de jogar com a vida mais a sério

do que eles levavam a própria vida e eram

conhecidos até por destruir outros seres vivos

cujas maneiras de viver eram diferentes das

deles.O infeliz resultado disso é que a

humanidade tem, desde então, sofrido de um

desequilíbrio psicológico e espiritual.

Desequilíbrio causa frustração, e frustração

causa medo. E medo dá uma viagem ruim. O homem

tem estado numa viagem ruim por um longo tempo.

Isso é chamado A MALDIÇÃO DO CARACINZA. (Principia Discordia, pag 00042)

Quem está certo num jogo onde “Todas afirmações são verdadeiras em algum sentido,

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ESTA FIGURA FOI ALINHADA À DIREITA DEVIDO A PARTICIPAÇÃO DE UM EXTREMA DIREITA

falsas em outro sentido, sem sentido em alguns sentidos, verdadeiro e falso em outros

sentidos, falsas e absurdas em outros sentidos e verdadeiras e falsas e absurdas em alguns sentidos.”

WTF DISCORDIANOS SÃO FALSOS ILLUMINATIS??

Caso alguém não entendeu do porque (por que, porquê, por quê… escolha a sua) discordianos são falsos illuminatis, é por que seria colocado outro título:

“Discordianos… Os Illuminatis Iludidos”

Discordianos são geradores de Caos e Discordia… uitos não entendem sarcasmo e nem curti ser contrariado. Parecem beberrões. Ou todos somos.

Discordianos são falsos illuminatis por que não se pode estar em todos os nichos ideológicos. É apenas um e acabou.

Discordianos são falsos Illuminatis por que os ETs esqueceram de por ervilha no cachorro-quente.

Discordianos são falsos illuminatis por que exigem do próximo serem iguais a si próprios…

Discordianos são falsos illuminatis por que deixam de estudar  para a prova e a dissertação para escrever bobagens na internet.

Discordianos são falsos illuminatis por que levam o Discordianismo a sério…

Cortesia da POEE

Mais Illuminatis

Illuminati Marcelo Adnet “alerta” GOLPE politico nas eleições de 2014. Ver Final do Video!!!

Eneas…

Illuminatis, capitalismo, socialismo, comunismo, consPiração e Illuminatis…

A Sociedade Fnordiana Discordiana manda informar que não haverá GOLPE por parte dos Discordianos Golpistas que usam o Discordianismo para movimentos políticos.

Deixem o Discordianismo para quem gosta de levar a vida menos a sério.

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FNoRD

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Perceba Ivair, a petulância do discordiano

por Dias Lunatic

 

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Também conhecido como “Como o Dias ficou puto para caralho com a burrice de outros discordianos”.

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Eu não ia escrever nada, mas o bagulho agora vai ficar estranho.

Eu não iria escrever nada sobre o assunto, sabe como é? Porque se eu escrevesse qualquer merda, iriam (e vão) me chamar de ideologista. Mas como já escreveram um texto – escroto para caralho – e totalmente ideologista se disfarçando de não ideologista, vejam isso como uma resposta.

Fui acusado, por um (pseudo) discordiano, de usar o discordianismo para fins meramente políticos. E enquanto eu nunca escondi minhas preferências políticas e inclinações anárquicas, eu nunca forcei isso em cima de ninguém. E se perguntarem a qualquer uma de minhas amigas, ou amigos anarquistas, perceberão que é exatamente ao contrário: Eu sempre usei o anarquismo para promover o discordianismo.

O texto todo foi justificado, porque alinhar à esquerda, ou à direita é estúpido – quiçá centralizar.

Por que socialismo?

Roubo esse subtítulo de um texto escrito por Einstein, acerca do socialismo, para também incitar um debate maior entre nosso círculo. Usarei textos e artigos de fontes confiáveis, não algum vídeo idiota do youtube, com uma montagem de imagens no Windows movie maker, que traz informações um tanto quanto duvidosas. E me sinto compelido a falar – uma última vez – acerca do socialismo num geral. Primeiro porque, apesar de eu apresentar as ideias acerca do socialismo – e por consequência o comunismo – as mesmas estupidezes são repetidas, mais e mais. Eu tenho meus próprios grilos com o comunismo e com o socialismo num geral – merda, tenho até meus grilos com o anarquismo! – e irei apresenta-los nesse texto também, porque percebo que eu me abstendo de mostrar meus pontos de vista, é fácil alguém apontar e me taxar de qualquer outra coisa que eu não sou.

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Não compreende o capitalismo? Nos culpe em vídeos do youtube feitos no moviemaker.

Não devemos confundir Socialismo com Comunismo. Exista, talvez, essa confusão porque muitos socialistas utilizam da obra de Marx em seus estudos. O que não é de todo ruim, diga-se de passagem, mas que sempre cai na mesmice. Simplificando: Comunismo é uma forma de socialismo. Socialismo Científico, como foi chamado por um de seus fundadores Marx. Científico, pelo fato de se basear em dados empíricos e fazer uma análise materialista acerca da nossa sociedade e de sua história. Chamando assim os outros socialistas de utópicos – que desagradável, Marx!

A teoria Marxista, resumindo, se resume em descentralizar os meios de produção e colocar o poder de decisão nas mãos dos trabalhadores. Uma fábrica sem patrão, basicamente. Quem dizer que nunca pensou em chutar a bunda do próprio chefe, estaria mentindo. O Socialismo, nesse sentido, vai além de simplesmente pensar: Ele apresenta todo um método de como os trabalhadores podem se organizar, e trabalharem sem serem subjugados.

“Estou convencido de que há somente uma forma de eliminar estes graves malefícios: através do estabelecimento de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educacional que seja orientado para fins sociais. Em tal economia, os meios de produção são propriedade da própria sociedade e utilizados de maneira planejada. Uma economia planejada, que ajuste a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho entre todos aptos a trabalhar e garantiria os meios de vida a todos, homem, mulher e criança. A educação do indivíduo, além de promover suas próprias habilidades inatas, intentaria desenvolver em um sentido de responsabilidade por seu próximo, em lugar da glorificação do poder e do êxito em nossa sociedade atual” – Albert Einstein.

Contextualizando essa citação do Einstein – para não só parecer que eu removi de contexto – ele traz uma análise da economia capitalista, e como ela causava sofrimento para uma massa de indivíduos, enquanto poucos indivíduos vivem bem (seja ele Estado ou Capital). Recomendo a leitura do texto do Einstein.

O Socialismo é comumente divido – embora haja divergências – entre estadistas e não-estadistas. Mas nenhum socialismo se resume a Estado. O Estado, para os socialistas estadistas, é meramente um instrumento para descentralizar os meios de produção, e após atingirmos o socialismo – teoricamente falando – o Estado sumiria. Já os anarquistas e outros socialistas não-estadistas, reconhecem que a utilização do estado subjuga o indivíduo, não resolvendo o problema. O Estado, no caso dos Estadistas, é um meio para atingir o fim (fins justificam os meios, na lógica maquiavélica). Para os não-estadistas, os meios são os próprios fins. O que isso quer dizer, você se pergunta? Ao invés de o Estado assumir os meios e depois passar esse domínio aos trabalhadores, os trabalhadores vão lá e assumem o poder, sem depender de ninguém.

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Eu não ia escrever nada, mas o bagulho agora vai ficar estranho.

Os Estadistas têm diversas táticas para assumir o poder. Um comunista, por exemplo, nunca assumiria o poder do Estado ganhando uma eleição. Quem ganha eleição é socialdemocrata. E por mais que o PCdoB, se diga comunista, eles nunca serão comunistas fazendo o mesmo jogo da ordem burguesa e alimentando a máquina – tanto estatal quanto capital. Um comunista pega em armas e assume o poder. A infame – e mal compreendida – dita dura do proletariado. Proletariado somos todos nós, que não temos meios de produção. Não somos donos de fábricas, de TVs, ou grandes redes de supermercados. A nossa dita dura é o Estado transitório do qual falei anteriormente, a grosso modo. O meu grilo com a dita dura do proletariado, é que para descentralizar o poder, ela centraliza em uma vanguarda primeiro, até poder garantir que a burguesia não vá desmoralizar o movimento. Isso nós mesmo façamos, é o povo pelo povo, não o Estado pelo povo. Já os Estadistas que jogam pela ordem burguesa, é de se esperar que com o impeachment eles vejam que não se joga pelas regras da burguesia, porque as mesmas empresas e bancos que foram favorecidas pela socialdemocracia petista, cuspiram de volta e estão depondo a presidente do poder. Mais do que justo, devo dizer, para aprender que socialismo se faz com armas e com poder ao povo, e não favorecendo a burguesia.

Com essas explicações na cabeça, vem a hora de eu responder à pergunta do subtítulo: Porque socialismo? Pelo fim do Caracinza, seus seguidores e sua maldição! No ano de 0 YOLD, o Caracinza decidiu que todos deveriam ser chatos e sem humor, como ele era. Ora essa, que pretencioso, não é mesmo? E qual é a Ordem mundial atualmente? Ponto para aquele que disse Democracia Burguesa e imperialismo mercadológico! Se você perceber, o Estado e o Capital são constituídos por seguidores do Caracinza: caras engravatados, que passam o dia reclamando e falando sobre contas e impostos e ganhar dinheiro. Ou que passam o dia todo votando algumas leis para impor sobre nós, espíritos livres – ou as vezes nem vão votar, como é o caso do Bolsonaro.

A Maldição do Caracinza divide o mundo entre Ordem e Desordem. Desordem, no seu sentido político, é a subversão da Ordem atual. Os anarquistas, nesse sentido, buscam a subversão da ordem, buscam a desordem, o caos. A POEE, que a Deusa os tenha, propôs um novo modelo para subverter a maldição do Caracinza, que dividiria ordem e desordem em duas categorias: Destrutiva e Criativa. Nesse contexto, a Ordem destrutiva seria o capitalismo, como é hoje, o antro de caracinzas. A Ordem criativa seria quando um caracinza coloca um sorriso na cara, e finge não ser um caracinza, como a Economia compartilhada – que é defendida tanto pela esquerda, quanto pela direita, mas que tem um monte de grilos sim. A Desordem Destrutiva, seriam os socialistas estadistas, que iriam repetir o mais do mesmo com o Estado – a caracinzação do movimento socialista, se você me perguntar. E a Desordem Criativa, seriam os anarquistas e socialistas libertários, que buscam uma maneira divertida – tipo pegar em armas e matar a burguesia e os políticos, a violência é divertida, qualé! – subverter a ordem social e econômica, e acabar com o caracinzismo!

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Não é só porque um caracinza sorri, que ele deixa de ser um caracinza!

Aquele artigo postado na tudismocroned, foi desonesto, mas para não ser tão cruel, vou fingir que foi apenas inocente, e foi escrito por um cara que tem aproximadamente a minha idade, mas que nunca foi ativo – ou pensou em ser – politicamente antes de 2013, e que após de dois mil e treze, apenas viu alguns vídeos idiotas no youtube, ou leu umas bostas sem fundamento do Olavo de Carvalho, e tomou aquilo como verdade absoluta para ele. A VIDA É ABSURDA, CAMARADA!

Acho bem bosta quando me chama de ideologista. Primeiro porque eu já fui de tudo – até mesmo “anarco”-capitalista! – e eu sempre busco entender melhor um ponto de vista, antes de qualquer coisa. Motivo número um, pelo qual sempre que me envolvem em uma treta da qual não tenho domínio, eu geralmente me esquivo, leio sobre o assunto e tiro as minhas próprias conclusões baseadas no que eu estudei. Mas quem sou eu para mudar a realidade de alguém, não é mesmo? Se elx prefere acreditar que eu sou um ideologista, então eu sou um ideologista.

Pelo fim do dogmatismo discordiano

A vida é irônica, não é mesmo? O discordianismo foi feito para ser uma religião que zoasse outras religiões e zoasse a dogmatização delas. O Discordianismo traz ensinamentos budistas, de uma forma libertária, sem uma autoridade ou dogma. O que é bom, todos nós concordamos com isso. O problema é quando esse anti-dogmatismo vira dogma. Mas não é um dogma contra um dogma – o que seria um dilema um tanto quanto engraçado – mas sim um dogma onde o discordianismo se tornou apenas ha-ha. Todas as críticas sociais e toda a filosofia absurdista, que relativiza a moralidade, se tornou apenas ha-ha. Ora essa, sigam esse conselho:

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Página 00075, Principia Discordia

De tempos em tempos, eu olho os textos discordianos e fico “mano, que merda, não estou entendo mais nada”, e após ler o PD novamente – numa cagada – tudo volta ao normal e tudo faz – mais – sentido. Não é uma imposição, onde você tem que ler o PD sempre para ser discordiano, é uma recomendação, para que não se caia em uma punhetice glorificando o poder – conceito caracinza – ou um seguidor do caracinza por si só!

E veja: não estou – em nenhum momento – criticando a SFD por aderir novos conceitos ao discordianismo, longe disso. Incentivo e muito a inclusão de novos conceitos, você pode ver isso no manifesto da F.O.D.A.-S.E., e por mais que o fato dos annunakis serem um conceito bem bosta, onde eles controlam tudo – e controle ser coisa de Caracinza – não tem problema algum. Mesmo que a SFD confunda – diversas vezes, aliás – os discordianos com os illuminatis da Bavária. RAW uma vez disse que a inclusão dos illuminatis da Bavária foi feita para serem os inimigos dos discordianos. A questão é: De que lado está a SFD? No estado atual, não do meu lado, isso é com toda certeza.

E eu não quero que vocês, sejam anarquistas ou discordianos, se tornem discordianos e anarquista (respectivamente). É uma mistura interessante, alguns conceitos se batem, mas outros caem perfeitamente. Mas dá muito bem para viver sem um ou outro, da mesma forma que dá para viver sem Caos Magick ou qualquer outro tipo de ocultismo, sem ser discordiano. Nós queremos é dar risada do Caracinza e seus seguidores, mas sem cair no discordianismo há-há!

Eu quero que vocês fiquem loucos, que fiquem pirados, que vocês olhem as injustiças e a coerção no mundo e veja que ali reside a ordem, e que nós temos que trazer o caos para sociedade. Eu não quero você adote uma ideologia política, eu não quero que você vire

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Caos é só o começo!

ativista, eu não quero que você distribua comida aos pobres, – embora isso seja bem legal da sua parte – eu não quero que você que você pegue em armas e destrua a máquina. Eu quero que você entenda que a Máquina é obra do Caracinza, e que ela subjuga, fere e transforma outros em caracinzas. Eu quero que isso te deixe louco, te deixe puto, te deixe cagando na própria calça de raiva. Eu. Quero. Que. Você. Traga. O. Caos.

Finalizando

Quando trabalhamos com o discordianismo, nós trabalhamos com a liberdade. Não vivemos num mundo livre, nem espiritual, nem materialmente falando. Informação tem para dar com pau, você pega, você lê, você interpreta. Tanto se fala nas grades, mas ficamos presos a elas e tentando comparar umas com as outras – eu faço isso também – o problema é você ficar agarrado a uma grade, sem ao menos ver a outra grade sozinha. Ver uma grade pela outra é ridícula. Que leiam a oposição, que leia o seu lado, e tomem as decisões, mas não leia o seu lado falando sobre a oposição, é a pior merda que você pode fazer. Ainda mais quando são vídeos do youtube que são montagens feito no movie maker. POR ÉRIS, COMO ALGUÉM CONSEGUE LEVAR A SÉRIO UMA MONTAGEM NO MOVIE MAKER?!

Relativizem mais, abaixo aos torturadores, abaixo a toda ordem, abaixo ao Estado, abaixo ao Capital, abaixo ao Caracinza e seus seguidores.

Leitura CRUA (recomendado, ein)

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MultiPlicidade Interestelar na Não-Linearidade `Patafísica

por Timóteo Pinto

 

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“O P.I.P.A. não está na esquerda, nem na direita, nem no centro, e sim NO ALTO” – Timóteo Pinto, pós-pensador `patafísico

Muito se têm discutido nos últimos tempos entre alguns de nossos colaboradores nos bastidores da comunidade do P.I.P.A. os seus diferentes afetos em suas eternas buscas por uma ideologia pura & imaculada livre de contradições. Éris suspira, entediada.

Diferentes discordianos de várias vertentes sempre, ou quase, defendem a multiplicidade de idéias, as exceções `patafísicas, as recombinações, a mistura e a não dogmatização de conceitos, o amplo agnosticismo, mas alguns sempre escorregam em seus fetiches ideológicos e meméticos em busca de conforto & segurança.

Mas a política complexa intergalática groucho-marxista do P.I.P.A. para o século 21 chega para transcender essas binariedades limitantes e caracinzas do século passado.

“Eu me contradigo? Pois muito bem, eu me contradigo, sou amplo, vasto, contenho multidões.”
Walt Whitman

Na figura do condivíduo-ídolo-símbolo-`patafísico –delirante do P.I.P.A. Timóteo Pinto exemplificamos perfeitamente o que queremos demostrar, ou não. Ele é isso e aquilo, e nem isso, nem aquilo. Ele contém em si idéias de um determinado polo, mas também do outro em sua dança cósmica recombinatória interplanetária.

“Os óculos monocromáticos da linearidade vampirizam-nos a autocrítica” – Romulo Rodrigues de Carvalho

Pode-se imaginar as idéias e propostas do P.I.P.A. como um mashup de conceitos, em algum sentido. De parte da esquerda nós sampleamos a defesa das minorias, da diversidade e os devires e de parte da direita pirateamos a autodeterminação do indivíduo frente a um estado que tende à burocratização e ao autoritarismo. E acima de tudo, também abandonamos ambos os polos do espectro político.

Para melhor des(orientação) da natureza de nossa proposta, no campo das influências no quadro partidário oficial & imaginário (“a imaginação é muito melhor” – Verde, Fada – 2006) o P.I.P.A. tem apreço pelas propostas do Partido Surrealista Brasileiro. Internacionalmente o P.I.P.A. tem influências do The Youth International Party e do Guns and Dope Party (Estados Unidos), do The Rhinoceros Party (Canadá), do Union of Conscientiously Work-Shy Elements (Dinamarca), do The Deadly Serious Party (Austrália), do The Hungarian Two-tailed Dog Party e do The Best Party (Islândia).

Por menos cegueira ideológica e por uma visão de longo alcance multi-colorida de 523 graus, vista os óculos do P.I.P.A.!

“Eu não acredito em nada. A maioria das pessoas, até mesmo as educadas, acham que todo mundo deve “acreditar” em uma coisa ou outra, que se alguém não é um teísta, é preciso ser um ateu dogmático, e se não achar que o capitalismo é perfeito, é preciso acreditar fervorosamente no socialismo, e se a pessoa não tem fé cega em X, deve-se em alternativa, ter fé cega em não-X, ou o inverso de X. A minha opinião é que a crença é a morte de inteligência.” – Robert Anton Wilson

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Sobre a politização Dias vs. Dark

por Reverendo Dystopus

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Sábias foram as palavras do ilustríssimo e iluminadíssimo Timóteo Pinto, presidente etéreo do P.I.P.A., sobre o recente debate entre nossos notáveis papas @diascordiano e @Dark_one_Night (contas no Twitter). Venho acrescentar uma pitada de pimenta à bela Discórdia em andamento! Além da esquerda, direita e do alto, saliento a importância de posicionarmos em baixo! Não no esgoto da política nacional, mas no underground das ideias mais iconoclastas, gloominatti, melancólicas e de revolta que permeiam os caracinzas despertos. Além disso, quero reprovar e congratular ambos por: 1) terem escolhido uma ideia (certamente de forma não dogmática) e misturado o túnel de realidade momentâneo com as nossas metamorfoseantes verdades universais discordianas; 2) terem criado uma discussão politizada sobre o assunto, gerando discordância, reflexão e descrença; 3) terem associado socialismo ou libertarianismo com o discordianismo (como T.P. nos lembra, todas as direções estão no P.I.P.A., assim como na sagrada estrela do Kaos); 5) terem debatido sobre teorias utópicas como se fossem possíveis, afinal nada é verdadeiro. Obs.: o número 4 foi censurado pela ABIN. O Reverendo que vos escreve gosta mais do conto de fadas conhecido como fábulas da escola austríaca, mas isso não importa. Qualquer cenário é divertido e qualquer ideia é interessante de estudar para discordar. Por fim, peço apenas que nenhum caracinza desinformado acredite no que lê (lembremo-nos das sagradas escrituras) porque Éris não escolheu lado algum na corte, esquerda ou direita – ela não foi convidada! Portanto, o Discordianismo não doutrina politicamente, senão com uma palavra: liberdade. Cada Papa pode escolher qual ideologia acha mais adequada, sem jamais ser dogmático ou doutrinador. P.S.: eu sei que acabei sendo dogmático e doutrinador ao tentar não sê-lo, apenas caí na armadilha de que toda generalização não presta. Eu me contradigo mesmo, vergonhosamente com orgulho!

 

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